O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, está organizando uma cúpula internacional voltada ao combate ao movimento Antifa e a outros grupos de esquerda, segundo três fontes da Casa Branca ouvidas pela Reuters e citadas nesta terça-feira, 31 de março de 2026. O encontro, previsto de forma provisória para junho ou julho, deve reunir autoridades de vários países para discutir estratégias de enfrentamento e troca de informações de inteligência. De acordo com informações do g1 Mundo, a iniciativa também sinaliza uma mudança de foco das forças antiterroristas do governo, com maior atenção a ameaças internas. Para o Brasil, o tema é relevante porque envolve possível cooperação internacional em inteligência e segurança, área em que decisões dos EUA costumam repercutir diplomaticamente sobre países parceiros, embora a reportagem não cite convite ou posição oficial do governo brasileiro.
A conferência ainda está em fase de planejamento, e vários detalhes permanecem indefinidos. Entre eles, estão a lista de países convidados, a confirmação de participantes e a data exata do evento. Segundo a reportagem, até a semana anterior os convites formais ainda não haviam sido enviados, e um funcionário do Departamento de Estado afirmou que nenhuma data havia sido definida.
O que se sabe sobre a cúpula planejada pelos EUA?
De acordo com as fontes ouvidas pela Reuters, o encontro deverá servir para articular ações conjuntas contra o que o governo Trump classifica como ameaça representada pelo movimento antifascista. A proposta inclui o intercâmbio de informações de inteligência entre governos parceiros e pode resultar no anúncio de uma coalizão global para combater a Antifa por ocasião da conferência.
Entre os integrantes do governo envolvidos na organização do evento está Thomas DiNanno, subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional, segundo duas das fontes citadas. Ainda assim, não está claro se o foco da reunião será exclusivamente grupos ou indivíduos que se identificam com a Antifa.
Como o governo Trump descreve o movimento Antifa?
A reportagem informa que Donald Trump tem afirmado com frequência que a Antifa representa uma ameaça grave aos Estados Unidos. Durante seu primeiro mandato, ele defendeu que o movimento fosse classificado como terrorista. Porta-vozes da Casa Branca e do Departamento de Estado também descreveram o movimento antifascista como uma preocupação relevante de segurança para a administração.
“Os anarquistas, marxistas e extremistas violentos do movimento antifascista têm travado uma campanha de terror nos Estados Unidos e em todo o mundo ocidental há décadas, realizando atentados a bomba, espancamentos, tiroteios e tumultos a serviço de sua agenda extremista”, disse Tommy Pigott, principal porta-voz adjunto do Departamento de Estado.
O texto também ressalta que o termo Antifa é uma abreviação de antifascistas e se refere a correntes da esquerda e da extrema esquerda em diferentes países. Ao mesmo tempo, especialistas em contraterrorismo argumentam que o grupo não existe como uma entidade organizada, embora haja acusações de envolvimento de antifas em ataques armados nos Estados Unidos.
Por que a iniciativa gerou questionamentos dentro do próprio governo?
A preparação da cúpula provocou preocupação entre funcionários atuais e antigos do governo, segundo a reportagem. A avaliação desse grupo é que o evento pode desviar recursos e atenção em um momento em que os Estados Unidos enfrentam outras ameaças, incluindo ações de grupos ligados ao Irã em meio à guerra no Oriente Médio.
“Estou cético que agora, com tudo o que está acontecendo, quando vemos o número de planos sendo arquitetados pelo Irã e pelo Hezbollah, haja realmente uma necessidade imperiosa de gastar recursos limitados de combate ao terrorismo na ameaça antifascista neste momento”, disse Michael Jacobson, ex-diretor de estratégia, planos e iniciativas do Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado.
Em resposta, um funcionário do Departamento de Estado afirmou que o governo adotou “medidas sem precedentes para combater o terrorismo em todo o mundo”, incluindo ações contra o Hezbollah, o Hamas, os houthis no Iêmen e cartéis de drogas.
Quais desdobramentos internacionais são citados na reportagem?
Uma das fontes disse esperar que governos europeus estejam entre os convidados da conferência. A matéria lembra que, em novembro, o governo Trump designou quatro entidades de esquerda na Alemanha, na Itália e na Grécia como organizações terroristas estrangeiras sob a legislação dos EUA.
O texto também cita que sete pessoas supostamente ligadas a um desses grupos, conhecido como Antifa Ost, foram a julgamento na Alemanha em novembro, sob acusações que incluem tentativa de homicídio. No entanto, a reportagem não informa quais países já confirmaram participação nem se a conferência será de fato realizada no formato inicialmente previsto. Como a lista de convidados ainda não foi divulgada, também não há indicação, no texto original, de eventual participação do Brasil ou de alinhamento formal do governo brasileiro à proposta.
- Evento é planejado provisoriamente para junho ou julho.
- Objetivo é discutir estratégias de combate à Antifa e compartilhamento de inteligência.
- Convites formais ainda não haviam sido enviados até a semana anterior.
- Data oficial da cúpula ainda não foi definida.
