Israel anunciou nesta terça-feira (31), 31 de março de 2026, que pretende ocupar militarmente a maior parte do sul do Líbano e demolir casas em aldeias próximas à fronteira entre os dois países, segundo declaração do ministro da Defesa, Israel Katz. A medida foi informada em meio à continuidade das operações israelenses contra o Hezbollah, grupo que Israel afirma atacar no contexto da guerra no Oriente Médio. De acordo com informações do g1 Mundo, o ministro não informou um prazo para o fim da ocupação.
O anúncio também repercute no Brasil, que abriga uma das maiores comunidades de origem libanesa do mundo fora do Líbano e costuma acompanhar com atenção a escalada de tensões no Oriente Médio. Em crises na região, o Itamaraty tradicionalmente monitora a situação de brasileiros e manifesta posição em favor da proteção de civis e de soluções diplomáticas.
Segundo o relato, Israel voltou a bombardear alvos no Irã e no Líbano mesmo após o encerramento da guerra contra o Hezbollah, e diz que os ataques no território libanês têm como alvo o grupo armado, financiado pelo Irã. Ainda de acordo com a reportagem original, o Hezbollah voltou a atacar o norte de Israel em retaliação à ofensiva israelense no Irã.
O que Israel disse sobre a ocupação no sul do Líbano?
Em declaração em vídeo publicada por seu ministério, Katz afirmou que as Forças Armadas israelenses devem permanecer em uma chamada zona de segurança dentro do território libanês. O ministro vinculou essa presença militar à continuidade das operações contra o Hezbollah e disse que o controle seria mantido até a região do rio Litani, localizado no sul do Líbano, a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel.
“Ao final da operação, as Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra mísseis antitanque, e manterão o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani”
Na mesma declaração, Katz também afirmou que as Forças de Defesa de Israel controlarão a área até o rio Litani, incluindo as pontes restantes sobre o rio, com o objetivo declarado de eliminar forças Radwan presentes na região e destruir armas no local.
“Ao final da operação, as Forças de Defesa de Israel controlarão a área até o rio Litani, incluindo as pontes restantes sobre o rio, eliminando as forças Radwan que se infiltraram na região e destruindo todas as armas ali presentes”.
O que foi dito sobre moradores deslocados e casas na fronteira?
De acordo com a declaração reproduzida pela reportagem, Katz afirmou que centenas de milhares de libaneses deslocados serão impedidos de retornar para a região até que, segundo ele, a segurança do norte de Israel esteja garantida. O ministro também disse que casas em aldeias libanesas próximas à fronteira serão demolidas.
“Todas as casas nas aldeias adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas de acordo com o modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza.”
O texto original não informa quantas localidades seriam afetadas nem apresenta um cronograma para a execução dessa medida. Também não detalha eventuais reações do governo libanês a essas declarações até o momento da publicação.
Como o anúncio se relaciona com a guerra na região?
A reportagem informa que, também nesta terça-feira (31), o porta-voz do Exército israelense disse que as tropas estão preparadas para continuar a guerra no Irã por mais várias semanas. Na noite de segunda-feira (30), segundo o governo de Israel, o conflito já havia ultrapassado a metade de seu tempo de duração.
Com isso, o anúncio sobre o sul do Líbano ocorre em um cenário de ampliação das ações militares israelenses em diferentes frentes. Os principais pontos mencionados no texto original são:
- ocupação militar da maior parte do sul do Líbano;
- manutenção de uma zona de segurança até o rio Litani;
- controle da área sem prazo definido;
- impedimento de retorno de deslocados libaneses, segundo Israel;
- demolição de casas em aldeias próximas à fronteira.
A reportagem do g1 informa ainda que o texto estava em atualização no momento da publicação. Por isso, os detalhes disponíveis se concentram nas declarações do ministro israelense e do porta-voz militar, sem informações adicionais sobre desdobramentos diplomáticos ou militares posteriores.


