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Ataques da Ucrânia atingem portos no Báltico e reduzem exportação russa

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Imagens de satélite indicam danos severos em portos estratégicos de exportação de energia da Rússia no mar Báltico, após uma nova sequência de ataques atribuídos à Ucrânia. O porto de Ust-Luga foi alvo pela terceira vez em pouco mais de uma semana, segundo relato publicado em 31 de março de 2026. De acordo com informações da Splash247, a ofensiva ucraniana contra portos e refinarias na região báltica entrou no oitavo dia e já afeta a capacidade russa de embarcar petróleo.

O texto informa que, nos dias 26 e 27 de março, nenhuma embarcação foi carregada com petróleo em qualquer um dos três portos bálticos russos. A informação é atribuída ao Centre for Research on Energy and Clean Air, citado pela publicação como responsável por apontar que este foi o primeiro intervalo de dois dias consecutivos sem essa atividade desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia por Moscou, em 2022.

O que mostram as imagens de satélite sobre os danos?

Segundo a reportagem, as imagens de satélite confirmam destruição ou avarias em estruturas de armazenamento de combustíveis e derivados. Em Ust-Luga, ao menos oito tanques teriam sido destruídos ou danificados. No porto de Primorsk, o número relatado é semelhante. Já em Kirishi, pelo menos dois tanques de armazenamento teriam sido atingidos.

A publicação afirma ainda que as estimativas mais recentes sugerem que a campanha em curso retirou de operação quase 50% da capacidade exportadora russa afetada por essa infraestrutura. O texto, porém, apresenta esse número como estimativa mencionada na cobertura, sem detalhar a metodologia usada para esse cálculo.

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Qual é o impacto sobre as exportações russas pelo Báltico?

O principal efeito relatado é a interrupção temporária do carregamento de petróleo nos terminais bálticos da Rússia. Como esses portos são centrais para o escoamento de energia, o dano em tanques e instalações pode comprometer a logística de armazenagem e embarque.

Para o Brasil, oscilações na oferta global de petróleo e derivados podem pressionar os preços internacionais de energia, com potencial reflexo sobre combustíveis e custos logísticos domésticos. Embora o texto não apresente impacto mensurável imediato, esse tipo de interrupção em exportações russas é acompanhado de perto pelo mercado por seus possíveis efeitos inflacionários mais amplos.

  • Ust-Luga foi atacado pela terceira vez em pouco mais de uma semana.
  • Não houve carregamento de petróleo nos três portos bálticos russos em 26 e 27 de março.
  • Ao menos oito tanques foram destruídos ou danificados em Ust-Luga.
  • Primorsk teve um número semelhante de tanques atingidos.
  • Kirishi registrou pelo menos dois tanques fora de operação.

A matéria também relembra que a Splash247 havia noticiado, na semana anterior, um ataque contra um navio suezmax ligado à Rússia no mar Negro, perto de Istambul. No texto original, esse episódio é citado como parte de um cenário mais amplo de pressão sobre a infraestrutura energética e logística russa.

O que disse Volodymyr Zelensky sobre os ataques?

De acordo com a publicação, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que aliados de Kiev pediram moderação nos ataques à infraestrutura energética russa em meio à crise global de combustíveis. Ainda assim, segundo o relato reproduzido pela reportagem, essas ações só cessariam se a Rússia também deixasse de atacar a infraestrutura energética ucraniana.

Aliados da Ucrânia pediram que ele reduzisse os ataques à infraestrutura energética da Rússia em meio à atual crise global de combustíveis, mas que eles só terminariam se a Rússia também deixasse de atingir primeiro a infraestrutura energética ucraniana.

Com isso, o quadro descrito pela reportagem aponta para uma escalada no front energético da guerra, com reflexos diretos sobre portos, refinarias e cadeias de exportação. As imagens de satélite, conforme a matéria, reforçam a percepção de que os ataques recentes já produzem impacto operacional relevante sobre a infraestrutura russa no Báltico.

Ust-Luga e Primorsk estão entre os principais terminais russos no mar Báltico, rota relevante para as exportações de petróleo e derivados ao mercado internacional. Por isso, interrupções nesses portos têm peso além do conflito regional e podem influenciar a oferta global de energia.

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