O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na Paraíba, foi a unidade que mais realizou transplantes cardíacos na região Nordeste nos últimos quatro anos, zerando a fila de espera para o procedimento no estado em 2025. Os dados foram apresentados durante o II Congresso Nordeste de Transplantes, realizado em João Pessoa entre os dias 25 e 28 de março de 2026, e mostram um crescimento significativo na oferta deste serviço de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com informações do Governo da Paraíba, o avanço é atribuído à estruturação da rede estadual de saúde, que inclui quatro serviços de hemodinâmica, 61 ambulâncias e duas aeronaves para suporte. O superintendente da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), Cícero Ludgero, afirmou que, apesar de não serem os maiores em números absolutos, o estado foi o que mais cresceu no período. A PB Saúde é a fundação responsável pela gestão de unidades da rede estadual de saúde da Paraíba.
Quais foram os principais marcos alcançados?
Entre os marcos destacados estão a realização do primeiro transplante cardíaco 100% pelo SUS na Paraíba, em 2022, e o primeiro transplante cardíaco pediátrico do estado, realizado em 2025. Com isso, a Paraíba se tornou, ao lado do Ceará, um dos dois únicos estados do Nordeste habilitados para este tipo específico de procedimento em crianças.
Cícero Ludgero citou o caso de uma criança do município de Santana dos Garrotes, no Sertão da Paraíba, que foi submetida ao transplante no Hospital Metropolitano como exemplo do impacto social da política.
“Em 2025, tivemos a honra de realizar o primeiro transplante cardíaco pediátrico da Paraíba. Hoje, no Nordeste, apenas Ceará e Paraíba estão habilitados para esse tipo de procedimento”, afirmou o gestor.
Como a rede de saúde foi organizada para este avanço?
O crescimento no número de procedimentos é resultado direto do fortalecimento do sistema integrado de atendimento cardiovascular no estado. A estrutura montada permite uma assistência completa, desde o pré até o pós-operatório. Os principais elementos desta rede são:
- Quatro serviços de hemodinâmica distribuídos pelo estado.
- Uma frota de 61 ambulâncias para remoção de pacientes.
- Duas aeronaves para suporte e transporte em situações críticas.
- Equipes multidisciplinares especializadas em transplantes.
O superintendente ressaltou que a fila por transplante cardíaco é dinâmica, mas a capacidade instalada permitiu zerá-la em 2025, um feito considerado significativo para a saúde pública estadual. O modelo de atendimento garante a continuidade do cuidado, essencial para o sucesso dos transplantes.
Durante o congresso, que reuniu cerca de dois mil profissionais de saúde, a PB Saúde e o Hospital Metropolitano apresentaram oito trabalhos científicos e mantiveram um estande institucional. O evento teve como objetivo principal a qualificação das equipes e a ampliação do acesso aos transplantes em toda a região Nordeste, compartilhando experiências bem-sucedidas como a da Paraíba.



