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Rafael Marques assume o Primavera após trajetória como jogador no Palmeiras

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Rafael Marques, ex-jogador, posa com uniforme de treinador em campo de futebol durante coletiva de apresentação.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

Rafael Marques, ex-atacante com passagens por Palmeiras e Botafogo, estreou como treinador em 2026 à frente do Primavera, clube de Indaiatuba, no interior de São Paulo, recém-promovido à elite do Campeonato Paulista. Aos 42 anos, ele assumiu o comando após atuar como auxiliar técnico desde 2023 e liderar a transição do time da A2 para a A1. Seu primeiro ano no cargo foi considerado bem-sucedido: o Primavera não só se manteve na primeira divisão estadual, como garantiu vaga na Série D do Brasileirão de 2027 e avançou uma fase na Copa do Brasil antes de ser eliminado pelo Ceará. De acordo com informações do GE, Marques classificou sua ascensão como “acidental”, fruto de um convite feito ainda em 2022.

O ex-jogador chegou ao Primavera ainda como atleta, mas já em fase final de carreira. Convidado por Nenê Zini, seu empresário e gestor da SAF do clube, iniciou uma transição suave: atuaria como líder no vestiário durante a Copa Paulista, sem grandes exigências físicas. Em 2023, foi efetivado como auxiliar técnico e participou da comissão que conquistou o acesso à A1 em 2025. Com a saída do técnico Fernando Marchiori para o Caxias, Rafael foi promovido — decisão apoiada pelos próprios jogadores, segundo ele.

Como foi a estreia de Rafael Marques como técnico?

Sob seu comando, o Primavera terminou em 12º lugar no Paulistão, principal campeonato estadual do futebol paulista, com duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Apesar da posição intermediária, o time teve o segundo melhor ataque da fase inicial, marcando 14 gols — empatado com o Palmeiras e atrás apenas do Novorizontino (16). “Dentro dos objetivos, a gente conseguiu o que a gente queria. Poderíamos ter ido mais longe, mas esse é um gosto de que o trabalho está no caminho certo”, afirmou.

Quem inspira Rafael Marques na carreira de treinador?

Marques se define como um líder, não um comandante autoritário, e aponta Oswaldo de Oliveira como principal referência. “Tive como referência um baita de um professor, para mim ele sempre foi um ‘gentleman’”, disse, lembrando a convivência nos tempos de Botafogo e Palmeiras. Ele lamentou a polêmica envolvendo Oswaldo e Emerson Leão em evento da CBF ao lado de Carlo Ancelotti, chamando o episódio de “covardia”. Para Rafael, a crítica dos veteranos reflete uma frustração com a falta de valorização de técnicos brasileiros, apesar de reconhecer a importância de estrangeiros no futebol nacional.

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O que aconteceu entre Rafael Marques e Cuca no Palmeiras?

Em 2016, durante o Brasileirão, os dois tiveram uma discussão no vestiário após vitória sobre o Coritiba. Segundo Rafael, o atrito foi resolvido rapidamente e não afetou a relação profissional. “Com o Cuca foi coisa de vestiário”, explicou, acrescentando que, quando Cuca retornou ao clube em 2017, brincaram sobre o episódio. Ele reforçou que sua saída do Palmeiras para o Cruzeiro não teve relação com o treinador: “Eu já estava perto de sair, estava negociado”.

Apesar de torcer pelo Santos na infância, Rafael hoje se declara palmeirense. Sua identificação com o clube vai além dos títulos conquistados — Copa do Brasil e Brasileirão em 2016 — e se baseia na influência que exerceu como líder informal no elenco. “Por mais que eu não fosse capitão, tinha a minha liderança do meu jeito, o dia a dia. Eu era muito mais de apaziguar a situação. Briga não me faz bem”, concluiu.

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