Bill Maher afirmou que vai receber o Mark Twain Prize for American Humor após um suposto acordo com Donald Trump, em meio a idas e vindas sobre a homenagem no Kennedy Center, centro cultural de Washington que abriga eventos de destaque da cena artística dos Estados Unidos. A declaração foi feita no programa Real Time, da HBO, ao longo da semana de 23 a 27 de março de 2026, depois de relatos de que Trump teria aprovado inicialmente a escolha de Maher para 2026, recuado após o vazamento da informação e, depois, voltado atrás quando o anúncio formal foi feito em 26 de março. De acordo com informações da Consequence, a cerimônia está marcada para 28 de junho.
Ao comentar a controvérsia, Maher disse no monólogo de 27 de março que houve um entendimento para destravar a homenagem. Segundo ele, a solução foi permitir que recebesse o prêmio e, em seguida, o entregasse a Trump, em tom de ironia. A fala foi apresentada pelo humorista como uma forma de resumir a disputa pública em torno da premiação. O episódio se insere em uma polarização cultural e política nos EUA que costuma repercutir também no Brasil, onde embates entre humor, instituições culturais e lideranças políticas frequentemente ganham dimensão pública.
O que Bill Maher disse sobre o prêmio?
No programa, Maher relatou que muita gente passou a pedir explicações sobre a situação, diante das mensagens contraditórias envolvendo sua escolha para o prêmio. Ele associou a confusão ao fato de a homenagem ser concedida no Kennedy Center, instituição que ele chamou de “Trump Kennedy Center”.
“Chegamos a um acordo. Certo? E o acordo é: eu vou recebê-lo e depois vou entregá-lo a ele. Todo mundo fica feliz. Eu só quero que as coisas deem certo.”
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Maher também afirmou que não guarda ressentimento em relação às mudanças de posição atribuídas a Trump. Segundo o apresentador, a relação entre os dois é antiga e complicada, e ele interpretou a tentativa de barrar a homenagem como parte de um embate político e pessoal já conhecido.
Como surgiu a controvérsia em torno da homenagem?
Segundo o relato reproduzido pela publicação, Trump teria aprovado inicialmente a escolha de Maher como homenageado de 2026. Depois, no entanto, voltou atrás quando a informação se tornou pública. Mais tarde, teria mudado de posição novamente, o que abriu caminho para o anúncio formal feito em 26 de março.
Durante o monólogo, Maher lembrou que porta-vozes de Trump chegaram a negar publicamente que ele receberia o prêmio. Na avaliação do humorista, esse vaivém ajudou a ampliar a repercussão do caso e transformou a homenagem em mais um capítulo da relação tensa entre os dois.
- A escolha de Maher para o prêmio de 2026 teria sido inicialmente aprovada.
- Depois, houve recuo após o vazamento da informação.
- Porta-vozes teriam negado que a homenagem aconteceria.
- O anúncio formal foi feito em 26 de março.
- A cerimônia está prevista para 28 de junho.
Qual foi o tom adotado por Maher ao falar de Trump?
Maher tratou o tema com ironia e disse que prefere o confronto verbal ao afastamento. Em sua fala, afirmou que está acostumado aos ataques feitos por Trump e mencionou insultos que disse ter recebido do presidente ao longo do tempo. Ao final, declarou estar honrado em aceitar o prêmio, mesmo citando as ofensas em sequência.
“Então, eu só gostaria de dizer: como um ‘peso-leve de baixa audiência’, um ‘sujeito bastante burro’, um ‘saco de sujeira inchado e patético’, um ‘idiota’, um ‘péssimo estudante’, um ‘comediante nervoso e fracassado’ e alguém que era ‘doente’, ‘insano’, ‘muito triste’, ‘completamente acabado’ e um ‘maníaco maluco’, fico honrado em aceitar o Prêmio Mark Twain.”
O apresentador encerrou os comentários dizendo que pretende comparecer à cerimônia e que espera a presença de Trump no evento. Também afirmou, em tom provocativo, que o então presidente poderia agradecê-lo pessoalmente por ser, segundo suas palavras, uma das poucas vozes da esquerda satisfeitas com um ataque ao Irã. A reportagem original não acrescenta reação de Trump a essa fala específica.
Com isso, a entrega do Mark Twain Prize a Bill Maher passa a ocorrer sob forte carga política e midiática, impulsionada não apenas pelo histórico do comediante, mas também pela disputa pública em torno da confirmação de seu nome. Até o momento, o que há de público são as declarações de Maher no Real Time e os relatos sobre as mudanças de posição atribuídas a Trump antes do anúncio oficial.