Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, reivindicaram neste sábado, 28 de março de 2026, um ataque com mísseis contra Israel, no primeiro episódio do tipo desde o início da guerra no Oriente Médio. A reivindicação foi feita pelo porta-voz militar do grupo, o brigadeiro-general Yahya Saree, em comunicado divulgado pela emissora Al-Masirah, controlada pelos rebeldes. De acordo com informações do g1 Mundo, as Forças Armadas israelenses disseram ter interceptado um míssil lançado do Iêmen em direção ao território israelense na madrugada.
O episódio ocorreu poucas horas depois de Saree ter sinalizado, na sexta-feira, 27 de março de 2026, que os houthis se juntariam à guerra que atinge a região. Segundo o porta-voz, o grupo disparou uma saraivada de mísseis contra o que descreveu como alvos militares israelenses sensíveis no sul de Israel. O relato acrescenta um novo foco de instabilidade ao conflito e amplia a preocupação com seus desdobramentos militares e econômicos. Para o Brasil, a tensão no Mar Vermelho e em outras rotas do Oriente Médio é acompanhada com atenção porque pode afetar o comércio marítimo internacional e pressionar custos logísticos e preços de combustíveis.
Como o ataque foi anunciado pelos houthis?
A autoria da ofensiva foi reivindicada por Yahya Saree em um comunicado transmitido pela Al-Masirah na manhã de sábado. No texto, o porta-voz afirmou que os houthis realizaram o lançamento de mísseis contra instalações militares israelenses. A declaração veio após um comunicado anterior, classificado como vago, no qual Saree indicou que o grupo passaria a atuar diretamente na guerra.
Do lado israelense, as forças armadas informaram ter interceptado um míssil disparado do Iêmen em direção a Israel. O texto original não detalha danos materiais, vítimas ou impactos operacionais decorrentes da interceptação. Também não há, nas informações disponíveis, confirmação independente sobre a quantidade exata de mísseis mencionada pelos houthis.
Por que a entrada dos houthis no conflito aumenta a preocupação?
A participação do grupo levanta dúvidas sobre uma possível ampliação das frentes de confronto no Oriente Médio. Além do ataque reivindicado contra Israel, a movimentação dos houthis reacende o temor de novas ações contra navios mercantes que cruzam o corredor do Mar Vermelho, uma rota estratégica para o comércio internacional. O Mar Vermelho conecta o Canal de Suez ao Golfo de Áden e é uma das principais passagens da navegação entre a Ásia e a Europa, o que ajuda a explicar o impacto global de ataques na região.
Segundo o material publicado, entre novembro de 2023 e janeiro de 2025, os houthis atacaram mais de 100 navios mercantes com mísseis e drones. Nesse período, duas embarcações foram afundadas e quatro marinheiros morreram. Esses antecedentes ajudam a explicar por que a nova ofensiva é observada também sob o ponto de vista do transporte marítimo global e de seus efeitos sobre a economia. Para o Brasil, eventuais interrupções ou encarecimento dessas rotas podem ter reflexos indiretos sobre fretes, cadeias de suprimento e custos de importação.
Quais são os principais pontos informados até agora?
- Os houthis reivindicaram um ataque com mísseis contra Israel neste sábado, 28 de março de 2026.
- Yahya Saree fez o anúncio em comunicado divulgado pela emissora Al-Masirah.
- Israel afirmou ter interceptado um míssil lançado do Iêmen.
- O episódio ocorreu após sinalização dos houthis de que o grupo entraria na guerra.
- Há preocupação com novos ataques a navios no Mar Vermelho.
A notícia registra, portanto, um novo desenvolvimento no conflito regional, com potencial de repercussão além do campo militar. A entrada declarada dos houthis na guerra não apenas amplia a pressão sobre Israel, como também reforça a incerteza sobre a segurança de rotas marítimas essenciais. Até o momento, as informações disponíveis se concentram na reivindicação do grupo e na interceptação anunciada por Israel.


