Em nova movimentação jurídica protocolada na sexta-feira, 27 de março de 2026, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir que seus filhos tenham livre acesso à residência onde ele cumpre prisão domiciliar. A medida visa assegurar a convivência familiar durante o período em que o político permanece sob custódia em sua residência por determinação judicial.
De acordo com informações do UOL Notícias, a solicitação foi encaminhada ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do caso. Os advogados argumentam que o direito à visitação dos descendentes diretos deve ser preservado, independentemente das restrições de comunicação ou locomoção impostas ao acusado.
Qual é o objetivo central do pedido feito pela defesa?
O foco principal do requerimento apresentado pela equipe jurídica de Jair Bolsonaro, filiado ao PL, é a flexibilização das normas de controle de entrada e saída em seu domicílio, especificamente para seus filhos. A defesa sustenta que a presença dos familiares é fundamental para o bem-estar do ex-presidente e que tal acesso não compromete as investigações ou a eficácia da medida cautelar vigente. A petição reforça que a manutenção dos laços familiares é um direito garantido pela legislação brasileira.
Atualmente, as regras da prisão domiciliar impostas pelo STF podem incluir limitações sobre quem pode visitar o custodiado, para evitar obstrução de Justiça ou descumprimento de outras restrições fixadas no processo. No caso de Jair Bolsonaro, a defesa busca uma autorização expressa para que os filhos não precisem de prévia autorização judicial a cada visita, permitindo um fluxo contínuo de convivência na residência situada em Brasília, onde ficam a sede dos Três Poderes e o próprio STF.
Quais são as condições da prisão domiciliar de Bolsonaro?
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi estabelecida sob uma série de condicionantes. Entre os principais pontos mencionados no caso, destacam-se:
- Proibição de deixar a residência sem autorização judicial prévia;
- Restrição de contato com outros investigados no mesmo processo;
- Monitoramento eletrônico ou supervisão policial, conforme determinado;
- Limitação do uso de redes sociais e meios de comunicação em massa;
- Controle sobre a lista de visitantes permitidos no local.
O ministro Alexandre de Moraes tem adotado decisões com restrições cautelares em processos de alta complexidade sob sua relatoria. A análise deste novo pedido dependerá da avaliação do magistrado sobre se o livre acesso dos filhos poderia, de alguma forma, ferir as restrições de comunicação estabelecidas anteriormente no processo.
Qual o papel do ministro Alexandre de Moraes neste processo?
Como relator no Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes detém a competência para deferir ou indeferir pedidos de alteração nas condições da custódia. O magistrado poderá avaliar os argumentos da defesa técnica e, se considerar necessário, ouvir a Procuradoria-Geral da República, órgão responsável por atuar nos processos criminais perante o STF, antes de decidir sobre a entrada livre dos filhos de Jair Bolsonaro na residência onde ele cumpre a medida.
Até o momento, não há prazo definido para que o tribunal se manifeste sobre a solicitação. Enquanto a decisão não é publicada, as regras vigentes continuam a ser aplicadas integralmente, mantendo o controle sobre as pessoas que acessam a residência de Jair Bolsonaro.



