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Caso Henry Borel: júri de Jairinho e Monique começa no Rio de Janeiro

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Jairinho e Monique sentados em um tribunal, com advogados ao redor e fotógrafos registrando o início do julgamento.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, começou nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, no I Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O júri popular ocorre após a tramitação do processo e recursos apresentados pelas defesas. De acordo com informações da Radioagência Nacional, estão previstos depoimentos de 26 testemunhas, além do interrogatório dos réus e dos debates entre defesa e Ministério Público.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jairo responde por homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio por omissão qualificado. Ambos estão presos. A sessão é presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, no Tribunal do Júri da capital fluminense.

O que foi dito na abertura do julgamento?

Antes do início da sessão, o pai de Henry, Leniel Borel, falou com jornalistas e afirmou estar confiante na condenação dos réus. Ao comentar o andamento do caso, ele mencionou recursos apresentados ao longo dos últimos anos e disse esperar que os jurados decidam com base na gravidade do crime investigado.

“Após inúmeros habeas corpus e inúmeros remédios jurídicos, inúmeras manobras de tentar adiar, por último agora, estão tentando anular provas que são essenciais para o processo. São cinco anos que eu sei todo dia o que aqueles dois monstros tentam influenciar pessoas, difamar, caluniar… mas agora a justiça vai ser feita. Muita expectativa para esse júri, eu espero que os jurados façam justiça pelo meu filho na proporção da brutalidade que fizeram com o Henry”.

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A defesa de Jairinho, por sua vez, alegou não ter tido acesso a peças incluídas no processo e afirmou esperar que os jurados considerem informações que, segundo os advogados, já são públicas.

“A defesa tem como expectativa que o júri, quando tiver acesso a essas informações que já são públicas, os jurados vão reconhecer que o menino não morreu em decorrência de agressões do Jairinho, porque essas agressões não ocorreram”.

Quais são os próximos passos previstos no júri?

Ao longo da sessão, o tribunal deve ouvir 26 testemunhas e os dois réus. Depois dessa etapa, estão previstos os debates entre as defesas e o Ministério Público, procedimento comum no rito do júri popular.

Entre os pontos informados sobre a sessão, estão:

  • depoimentos de 26 testemunhas;

  • interrogatório dos réus;

  • debates das defesas e do Ministério Público;

  • condução da sessão pela juíza Elizabeth Machado Louro.

O que aponta a investigação sobre a morte de Henry Borel?

Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Segundo a reportagem, o menino foi levado pelo casal a um hospital particular, com a informação de que teria sofrido um acidente doméstico.

No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era vítima de rotinas de tortura atribuídas ao padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões, conforme descrito no material da Radioagência Nacional.

O caso teve ampla repercussão nacional desde 2021 e deu nome à Lei Henry Borel, norma federal voltada à proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar. Por isso, o desfecho do julgamento é acompanhado além do Rio de Janeiro, por envolver um caso que influenciou o debate público e mudanças na legislação brasileira.

Agora, o processo entra em uma fase decisiva com o julgamento pelo Tribunal do Júri. A análise dos jurados deve considerar os depoimentos, os elementos reunidos no processo e os argumentos apresentados por acusação e defesa durante a sessão na capital fluminense.

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