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Projeto AMEI faz colonoscopias no interior do Piauí

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Médicos realizam exames de colonoscopia em unidade móvel de saúde atendendo pacientes no interior do Piauí.
Foto: Senado Federal / flickr (by)

Moradores dos territórios do Vale do Canindé e do Vale dos Rios Piauí e Itaueira receberam, nos dias 21 e 22 de março de 2026, atendimentos especializados para a realização de exames de colonoscopia. A iniciativa visa o rastreamento e a identificação precoce de casos de câncer colorretal em populações do interior piauiense. A ação integra o cronograma do Projeto Atendimento Médico Especializado Itinerante (AMEI), uma estratégia de descentralização da saúde promovida pelo governo estadual.

De acordo com informações do Governo do Estado do Piauí, a mobilização é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) em parceria direta com o Instituto de Desenvolvimento do Nordeste (IDENE). Os procedimentos foram concentrados nos municípios de Oeiras e Floriano, resultando em 118 exames realizados após uma triagem prévia dos pacientes locais. Oeiras fica na região do Vale do Canindé, enquanto Floriano é um dos principais polos do sul do Piauí, o que ajuda a concentrar o atendimento regional.

Qual é o objetivo principal do Projeto AMEI no interior do Piauí?

O foco central da iniciativa é ampliar o acesso ao diagnóstico de alta complexidade fora da capital. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Dirceu Campêlo, o serviço é fundamental para aumentar as chances de cura dos pacientes. Em declaração oficial, o gestor ressaltou o impacto direto da ação na rede pública de saúde estadual.

“É um serviço importante, pois contribui para a detecção precoce de cânceres, neste caso o colorretal, permitindo que a população tenha acesso a um tratamento mais oportuno e eficaz, aumentando as chances de recuperação”

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Além do câncer colorretal, o projeto disponibiliza consultas e exames voltados para a identificação de outras patologias graves. O cronograma de atendimento itinerante do estado inclui o rastreamento preventivo para:

  • Câncer de pele;
  • Câncer do colo do útero;
  • Câncer de próstata;
  • Patologias gastrointestinais complexas.

Como os mutirões de exames impactam a vida dos pacientes locais?

Em Oeiras, os procedimentos ocorreram no Hospital Regional Deolindo Couto, unidade que serviu de polo para pacientes vindos de 15 municípios da região. A concentração do serviço em polos regionais ajuda a reduzir significativamente os custos de deslocamento das famílias e a espera por vagas em centros urbanos maiores. Para muitos usuários, o mutirão representou o fim de uma longa jornada de espera pelo sistema público.

A moradora de Conceição do Canindé, Maria Madalena, relatou que aguardava o procedimento havia dois anos. Ela destacou que o acesso gratuito foi determinante, uma vez que o custo na rede privada seria inviável para sua realidade financeira. Relato semelhante foi feito por Pedro Ferreira, morador de Oeiras, que buscou o exame devido ao histórico familiar da doença.

“Falei com a agente de saúde que na minha família havia muitos casos de câncer e ela me ajudou a conseguir o encaminhamento. Sabemos que, muitas vezes, o acesso a serviços mais complexos pode demorar e eu estou muito feliz porque, graças a essa iniciativa, não demorou nada e já estou realizando meu exame”

Quais são as próximas etapas do cronograma de atendimentos?

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou a continuidade das ações para o próximo fim de semana, em 28 e 29 de março de 2026. A previsão é que os municípios de Picos e Floriano recebam novas equipes para a realização de mais 90 exames de colonoscopia. Todos os pacientes atendidos passam por uma triagem e, após a entrega dos resultados, recebem os encaminhamentos necessários para a continuidade do tratamento, caso seja detectada alguma alteração.

O secretário Dirceu Campêlo reiterou que a detecção precoce é fator determinante para salvar vidas em casos de câncer colorretal. Ao levar diagnósticos de alta complexidade para mais perto da população, o estado busca fortalecer a atenção especializada e garantir que o tratamento comece no estágio inicial da doença, quando a eficácia é comprovadamente superior.

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