O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), anunciou a ampliação do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal com mais de 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ). A chamada pública foi publicada em 11 de outubro, mas o texto original não informa o ano da publicação. As inscrições para esta etapa estarão abertas de 10 de fevereiro a 17 de março de 2026. Fonte original.
Quem pode participar do programa?
A iniciativa é destinada a estudantes do ensino médio de comunidades de pesca artesanal em todo o Brasil. O financiamento de R$ 2,5 milhões do MPA, aliado à experiência do CNPq, visa despertar a vocação científica entre jovens de famílias de pescadores com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo. O RGP é o cadastro oficial que identifica e regulariza a atividade pesqueira no país. As bolsas, no valor de R$ 300 mensais, terão duração de 12 meses, começando em maio de 2026.
Qual é a importância do programa?
O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou a relevância do programa para as comunidades pesqueiras.
“O Jovem Cientista da Pesca Artesanal é resultado da escuta permanente que o MPA realiza junto às comunidades pesqueiras do país. É uma parceria que busca reduzir a evasão escolar e contribuir para a melhoria da educação no Brasil. São momentos como este que fazem tudo valer a pena”, afirmou.
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O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, também ressaltou a importância da interação entre academia e comunidades tradicionais. O CNPq é a principal agência federal de fomento à pesquisa científica no Brasil.
“Estamos promovendo um diálogo entre dois setores fundamentais para o conhecimento e a ciência: de um lado, os jovens pescadores com seus saberes tradicionais; de outro, os grupos de pesquisa e as universidades”, ressaltou.
Como as instituições podem participar?
Para participar, as Instituições de Ensino Superior (IES) ou Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), públicas ou privadas sem fins lucrativos, devem comprovar atuação prévia em projetos relacionados à pesca artesanal e indicar as escolas parceiras. A prioridade será dada a escolas em territórios pesqueiros, áreas costeiras e comunidades ribeirinhas. O programa já está presente em nove estados, com mais de 450 bolsas, e faz parte de políticas transversais que incluem extensão pesqueira, fortalecimento da cadeia produtiva, formação, gênero, cultura e combate ao racismo ambiental.
