A Arábia Saudita firmou um acordo de 20 anos com a produtora de gás dos EUA, Caturus’s Commonwealth LNG, para o fornecimento de um milhão de toneladas anuais de gás natural liquefeito (GNL). Este acordo é significativo tanto no mercado de energia quanto no cenário geopolítico. De acordo com informações do OilPrice, a decisão da Aramco de garantir o fornecimento dos EUA pode indicar uma recalibração geopolítica em Riad.
Por que o GNL é estratégico?
O GNL emergiu como uma fonte de energia estratégica após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022. Diferente do petróleo ou gás transportados por dutos, o GNL pode ser enviado rapidamente para qualquer lugar, tornando-se uma ferramenta geopolítica crucial. A demanda global por GNL deve aumentar mais de 50% até 2040, segundo previsões do setor energético.
Como a relação EUA-Arábia Saudita evoluiu?
Antes da guerra de preços do petróleo de 2014-2016, a Arábia Saudita era a força dominante no mercado de petróleo. No entanto, o crescimento do xisto nos EUA desafiou essa posição, levando a uma tentativa saudita de reduzir preços para testar a resiliência do setor de xisto. Essa estratégia não funcionou como esperado, e a Arábia Saudita acabou se aproximando da Rússia e da China.
Qual é o impacto do novo acordo de GNL?
O novo acordo de GNL representa uma reversão extraordinária da dependência energética dos EUA em relação à Arábia Saudita. Desde o fim da guerra de preços, os EUA se tornaram o maior produtor mundial de petróleo e gás natural. A parceria com a Commonwealth LNG faz parte de um desenvolvimento maior que visa gerar US$ 3,5 bilhões em receita anual de exportação até 2030.


