A Guerra da Ucrânia, que completa cinco anos nesta terça-feira (24), tem desafiado planejadores militares em todo o mundo. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o conflito trouxe à tona a ineficácia do modelo russo de guerra rápida, baseado em ataques aéreos e movimentos blindados, e destacou o papel crucial dos drones nas batalhas modernas.
Como os drones estão mudando a guerra?
A revolução dos drones é uma das mudanças mais significativas observadas. Esses veículos, inicialmente concebidos como aviões de combate sem piloto, tornaram-se menores e mais letais, desempenhando um papel vital em ataques de longa distância. Alexei Tchadaiev, criador de um drone guiado por fibra óptica, afirmou:
“É uma evolução semana a semana”
. A inteligência artificial também se tornou comum nas zonas de conflito, conhecidas como zonas da morte, onde nada sobrevive, segundo o soldado ucraniano Valeri.
Quais são as novas estratégias militares adotadas?
Os blindados foram redesenhados para se adaptarem a essa nova realidade. A nova geração do tanque americano Abrams, por exemplo, incorpora soluções testadas na Ucrânia, como torres automáticas e sistemas antidrone. Os Estados Unidos, reconhecendo seu atraso no campo dos drones, lançaram um programa para acelerar sua produção. A China e a Europa também estão investindo pesadamente em tecnologia de drones.
Quais são os impactos humanos e territoriais do conflito?
O conflito lembra as trincheiras da Primeira Guerra Mundial, com um alto número de baixas e poucos avanços territoriais. Estima-se que cerca de 500 mil soldados tenham morrido. A resistência ucraniana, apesar de menor em número, tem conseguido retomar territórios graças a falhas na comunicação russa. A Otan e países europeus estão revisando suas estratégias, como o uso de minas antipessoais e o aumento de efetivos militares.
A Alemanha, por exemplo, planeja aumentar seu efetivo militar em 45% até 2035 e elevar o número de reservistas. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres destaca que a Rússia tem atraído até 35 mil soldados por mês, essencial em uma guerra de atrito. O ex-chefe das Forças Armadas de Volodimir Zelenski, Valeri Zalujni, expressou sua preocupação com o ritmo do conflito.


