A Motiva, maior empresa brasileira de mobilidade e infraestrutura, antecipou em oito anos sua meta climática, cortando 61% de suas emissões de gases de efeito estufa. De acordo com informações da Exame ESG, a empresa superou o compromisso original de 2033, que previa um corte de 59% nos escopos 1 e 2.
Como a Motiva conseguiu antecipar sua meta climática?
Em entrevista à Exame, a VP de sustentabilidade da Motiva, Raquel Cardoso, destacou que a antecipação e superação da meta refletem uma mudança estrutural. A empresa investiu na migração para fontes renováveis, modernização de sistemas e eficiência energética. “Sustentabilidade deixou de ser um diferencial reputacional para se tornar um critério central de investimento”, afirmou.
- Redução de 61% das emissões
- Investimento em fontes renováveis
- Modernização de sistemas
Quais são os próximos desafios para a Motiva?
O desafio agora é manter a trajetória de descarbonização enquanto a empresa cresce. “O plano é crescer, mas com inteligência climática, eficiência energética e escolhas sustentáveis desde a concepção dos projetos”, garantiu Raquel. A Motiva lidera a Coalizão para Descarbonização dos Transportes, com previsão de até R$ 600 bilhões em investimentos sustentáveis.
Como a Motiva está lidando com o escopo 3?
O foco agora está no escopo 3, que engloba toda a cadeia de valor. “Reduzir o escopo 3 exige transformar cadeias inteiras, engajar fornecedores, rever contratos, induzir inovação e criar novos padrões de mercado”, destacou Raquel. A transição climática é vista como uma jornada permanente para a empresa.
“Cada decisão de investimento passa agora por uma lente climática. A pergunta não é apenas se o projeto é financeiramente viável, mas se ele é compatível com a nossa trajetória”, explica Raquel.
Fonte original: Exame ESG


